
O júri do concurso público lançado pela Lipor para a construção e exploração, na Póvoa de Varzim, de um aterro sanitário para resíduos sólidos urbanos (RSU) considerou como mais vantajosa a proposta do consórcio Somague, disse hoje fonte do organismo.
A fonte adiantou à Lusa que o júri escolheu a proposta-base da Somague, no valor de 94,1 milhões de euros como a mais vantajosa, depois de ponderados os três critérios do regulamento: qualidade técnica, da construção e da exploração e valia económico e financeira".
O documento classifica em segundo lugar a proposta de um consórcio que integra as construtoras Mota-Engil e MonteAdriano, o qual se propunha construir e explorar o aterro pelo preço-base de 108 milhões de euros.
O concurso contou ainda com a participação de quatro outros consórcios liderados, respectivamente, pelas empresas FOCSA, Tomas de Oliveira, Cespa Portugal e Construtores Casais.
Contactado pela Lusa, o administrador-delegado da Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, Fernando Leite disse que estão já a ser construídos os acessos aos terrenos do futuro aterro, o que permitirá o avanço da obra.
Adiantou que a adjudicação do aterro será feita até final do ano, na sequência da decisão sobre o construtor que o Conselho de Administração - presidido pelo autarca da Póvoa de Varzim, Macedo Varela - tomará dentro de uma a duas semanas: "a obra arranca no fim do ano devendo estar pronto um ano depois", referiu.
Para executar a obra o consórcio vencedor terá de suportar os encargos financeiros do empreendimento, ficando, de seguida, com a exploração da estrutura por um período de 25 anos.
O aterro sanitário acolhe os resíduos sólidos urbanos e as cinzas provenientes da incinerador da Lipor na Maia cuja capacidade se encontra no limite - provenientes dos municípios de Porto, Trofa, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Espinho, Gondomar e Valongo.
A futura unidade será localizada na freguesia de Laúndos, na Póvoa de Varzim.

