
As taxas de juro de mercado em euros subiram hoje para o nível mais elevado do ano, mostrando que os esforços feitos pelos bancos centrais para garantir liquidez não estão a resolver a crise do crédito.
A Euribor a três meses subiu 0,025 pontos percentuais para 4,699 por cento, ao mais alto nível desde o dia 27 de Dezembro, registando a décima quarta subida consecutiva, segundo os dados divulgados pela Federação Europeia dos Bancos.
A Euribor a seis meses, a mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal, subiu 0,030 pontos, estando a cotar nos 4,705 por cento. A doze meses, a Euribor subiu 0,037 pontos percentuais, para 4,712 por cento.
As taxas Euribor subiram mesmo depois do BCE ter injectado hoje mais 14 mil milhões de euros de liquidez suplementar de emergência aos bancos .
A oferta de dinheiro no mercado continua limitada pela falta de confiança entre bancos, pouco dispostos a emprestar entre si depois de sucessivos anúncios de perdas e depreciações de activos no sector financeiro, que já chegaram a pelo menos 200 mil milhões de dólares desde o início, no Verão passado, da crise do crédito hipotecário de risco nos Estados Unidos.
"Há realmente somente uma mão cheia de bancos a oferecer liquidez", disse Ronald Tharun, operador no mercado monetário no LRP, Landesbank Rheinland-Pfalz em Mainz, Alemanha, citado pela agência Bloomberg. "Está-se só à espera de ver qual será próximo banco a ir abaixo. Não há confiança no mercado. Estão muito assustados".
Ao contrário dos EUA, que já baixaram seis vezes as taxas de juro, o BCE ainda não desceu as taxas desde que começou a agitação dos mercado associada ao

