
Uma nova empresa dedicada ao tratamento e valorização de resíduos de construção e demolição deverá surgir até ao final do ano na Figueira da Foz, revelou um dos promotores do empreendimento.
Aníbal Azevedo, administrador da Guilherme Gonçalves Correia & Filhos (GGC), uma das duas empresas dinamizadoras do empreendimento, disse à agência Lusa que o projecto aguarda ainda a decisão sobre uma candidatura apresentada ao QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], mas avançar independentemente do teor da resposta e será "concretizada no terreno até ao final do ano".
Designado por RCD - Resíduos de Construção e Demolição, o projecto resulta da iniciativa de um grupo de investidores da Figueira da Foz e é liderado por duas empresas do concelho, sendo apresentado como "uma unidade de negócio que oferece uma solução para o problema dos resíduos produzidos na construção civil - obras públicas e privadas".
Tem como objectivo principal o tratamento de resíduos, pelo que "a actividade consistirá em receber e tratar/valorizar todos os resíduos provenientes dos processos de construção e demolição produzidos no concelho da Figueira da Foz e nos concelhos limítrofes, num raio de cerca de 70 quilómetros a partir das suas instalações".
Representando um investimento de três milhões de euros, a RCD será instalada na zona industrial de Ferreira-a-Nova e criará 15 novos postos de trabalho - lê-se numa nota sobre a iniciativa.
O recurso a "uma tecnologia avançada faz com que boa parte da triagem seja feita por máquinas", explicou Aníbal Azevedo.
O projecto da GGC e da Recicom, Reciclagem e Serviços, empresas da Figueira da Foz ligadas, respectivamente, aos sectores da construção civil e do ambiente, "permitirá instalar uma unidade fabril moderna e tecnologicamente avançada, capaz de oferecer ao mercado soluções que correspondem a uma real valorização dos resíduos de construção e demolição, transformando-os em matérias-primas utilizáveis", segundo a mesma nota.
Aníbal Azevedo não avançou previsões da facturação no primeiro ano de actividade da nova empresa, referindo que o volume de negócios será tanto mais elevado "quanto mais for aplicada a lei de gestão de resíduos" e quanto menos resíduos forem "despejados de forma clandestina e ilegal".
"O funcionamento na Figueira da Foz das duas empresas promotoras do projecto e as acessibilidades ao concelho foram preponderantes na escolha da localização", refere, na mesma nota, Carlos Moita, administrador da Recicom.
A Recicom é uma empresa de "recolha, triagem e tratamento de resíduos com serviços e soluções de gestão de resíduos, responsabilizando-se por todo o processo em substituição dos

