
O Hospital de São João (HSJ), no Porto, planeia investir 120 milhões de euros até 2012 em diversos equipamentos e serviços, sendo um deles um hospital pediátrico anexo que será construído totalmente com dinheiro privado.
“Este novo hospital terá mais de cem camas, está orçado em 14 milhões de euros e estará a funcionar em meados de 2011”, disse o presidente do Conselho de Administração do HSJ.
António Ferreira falava à Lusa após ter acompanhado o cabeça-de-lista do CDS pelo distrito do Porto às próximas eleições legislativas, Ribeiro e Castro, numa visita por alguns serviços do Hospital de São João, que este ano comemora os 50 anos da sua fundação.
O candidato do CDS-PP, que estava acompanhado por outros membros da sua lista, aproveitou para “apelar à sociedade civil para continuar o projecto na área da pediatria e tudo o que seja o desenvolvimento deste grande centro de prestação serviços de saúde da Região Norte”.
Ribeiro e Castro realçou que o São João tem feito “um grande esforço para se modernizar” e declarou-se “agradavelmente impressionado” com o que viu e ouviu.
“Inteirei-me da melhoria da qualidade estrutural dos serviços e também do grande esforço que é feito para garantir o equilíbrio económico, que é um problema muito crítico nos sistemas de saúde público”, referiu.
Ribeiro e Castro considerou que “é indispensável que o Governo corresponda a este esforço e, portanto, que seja pontual nos pagamentos”.
O presidente do Conselho de Administração do S. João sustentou que “o recurso ao financiamento privado foi opção dos órgãos de gestão e será obtido através de várias fontes”.
Uma dessas fontes, salientou, é a campanha pública “Um Lugar Pró Joãozinho”, que tem como principal rosto o ex-futebolista Vítor Baía.
“Entendemos que faz sentido a área mais apelativa ser um desafio à sociedade civil e usarmos o capital de que o hospital dispõe e o financiamento público para as áreas em relação às quais seria mais difícil envolver a sociedade civil”, acrescentou.
O responsável explicou que o hospital desenvolveu um “plano director de obras” que tem como objectivo “renovar todo o internamento, construir o hospital de ambulatório, construir uma área destinada aos seus funcionários e outra destinada à logística”.
António Ferreira frisou que o “internamento está praticamente todo novo”, faltando apenas intervir em dois serviços.
“Todos os outros estão renovados com quartos individuais, e enfermarias de duas e três camas totalmente modernas”, destacou.
A construção do hospital pediátrico, segundo disse, começará “no fim deste ano”, ao passo que “o hospital de ambulatório está em fase de projecto funcional e vai passar rapidamente para os arquitectos, para finalizar o projecto arquitectónico”, prevendo-se que o concurso seja lançado, “provavelmente, no início do próximo ano”.
“Todo o hospital logístico está em construção”, dele fazendo parte uma “central de cogeração, a gás, que vai produzir energia suficiente para as necessidades de todo hospital”, frisou.
António Ferreira referiu que “a energia excedentária produzida por esta central irá para a rede pública”.
"Esperamos ter o último projecto, que é o parque de estacionamento subterrâneo, lançado em 2012”, apontou António Ferreira.
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