
A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) defende medidas de apoio à internacionalização, um passo que considera “decisivo” para a “melhoria da balança comercial do país”.
Na sua nota de imprensa, a associação presidida por Reis Campos refere que “a vaga de internacionalização da construção e imobiliário já transformou este sector num dos maiores exportadores da economia” nacional e aponta a necessidade de “estimular o reforço desta aposta em novos mercados”.
Neste sentido, “e para além de estímulos fiscais que permitam amenizar os riscos que as empresas enfrentam num processo de internacionalização”, o país deverá “apostar numa diplomacia económica mais activa, capaz de contribuir para a consolidação da presença das empresas portuguesas nos mercados em que já actuam e de abrir as portas de outros que ofereçam boas oportunidades”, de forma a criar “instrumentos” que facilitem esta transição.
A AICCOPN considera “irreversível” o actual processo de internacionalização do sector da construção nacional, que engloba já “a generalidade das grandes empresas nacionais”, sendo “fundamental envolver neste processo um crescente número de pequenas e médias empresas”, que são, de acordo com a associação, 99,8% das empresas de construção.
O volume de negócios da construção portuguesa no exterior tem vindo a registar, desde 2000, um crescimento médio anual de 31,5%, segundo a AICCOPN, que menciona o alcance de um volume de 3,3 mil milhões de euros em 2008, “cerca de 18% da produção do sector naquele ano”. Por sua vez, os novos contratos celebrados durante esse mesmo ano, nos diferentes mercados, “atingiram cerca de 4,1 mil milhões de euros”.

